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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Game Boy: O Rei dos Videogames Portáteis

A década de 1980 chegava ao fim e a Nintendo estava no domínio do mercado de videogames caseiros. Foi nessa época, 1989, que a Nintendo começou a vender seu videogame portátil, o Game Boy. O Game Boy não foi o primeiro videogame portátil, com cartuchos, do mercado. A empresa Milton Bradley já havia lançado o Microvision em 1979, sem muito sucesso.

 O primeiro modelo do Game Boy

1. Simplicidade, mas só na aparência

Baseada na sua experiência com videogames portáteis, vide os jogos Game & Watch, a Nintendo abusou da simplicidade para construir o Game Boy. O aparelho tinha uma tela de cristal líquido monocromática e sem iluminação. Entretanto, essa simplicidade era só aparente. O Game Boy funcionava com cartuchos, que podiam ser trocados a vontade pelo jogador. A tela de cristal líquido, sem iluminação garantia seu uso por horas a fio, com apenas quatro pilhas comuns, do tipo AA – fala-se que chegavam a atingir cerca de 20 horas de duração. Isso, também, garantia ao Game Boy um preço muito acessível – custava cerca de $100,00 na época do seu lançamento.

TesteGame & Watch: O primeiro protátil da Nintendo.

2. Conjunto da Obra

Mas, é claro, só a duração das baterias não seria suficiente para garantir o sucesso do Game Boy. Sabendo disso, a Nintendo usou a mesma tática usada no NES e arrebanhou as produtoras de jogos para desenvolver novos jogos e versões de sucessos do NES para o seu portátil. Com as melhores produtoras produzindo jogos com exclusividade para o Game Boy, o caminho trilhado pelos concorrentes foi bem mais acidentado.

3. A Concorrência

Vários concorrentes surgiram no rastro do sucesso do Game Boy. É difícil determinar o que faz de um produto ser um sucesso e outro, aparentemente muito melhor, não ser. Para simplificar farei um quadro comparativo dos principais concorrentes da época:

Videogame

Marca

Características

Lynx

Atari

O Lynx tinha tela colorida, mas, consumia suas pilhas em tempo recorde e os jogos eram, digamos, não muito bons.
Game Gear

Sega

Era basicamente um Master System em miniatura e obteve um relativo sucesso, graças aos acessórios lançados pela Sega e sua tela colorida, porém, custava bem mais que o Game Boy e consumia bem mais pilhas.
Turbo Express

NEC

Foi o portátil mais avançado de sua época. Rodava os jogos do PC Engine, mas, custava os olhos da cara e, como os dois concorrentes acima, tinha alto consumo de pilhas.

Você deve estar se perguntando: “Pilhas?”. Pois é. No final da década de 1980, as baterias, como as usadas em celulares e notebooks de hoje em dia, eram caríssimas e tinham uma performance ruim. Pilhas recarregáveis, então, nem pensar. As baterias de lítio ainda engatinhavam nessa época. Por isso os portáteis da época eram todos baseados em pilhas do tipo AA ou AAA. Com isso telas de cristal coloridas e com iluminação própria consumiam as pilhas com uma velocidade incrível, já que esse tipo de pilha tem uma limitação técnica quanto à potência que pode dissipar. E foi nesse ponto que a engenharia da Nintendo soube se situar, deixando os concorrentes comendo poeira. A Nintendo, também, manteve a qualidade de seus jogos, fazendo com que isso suprisse a menor qualidade técnica de seus concorrentes.

 O Game Boy Color: A evolução da tecnologia permitiu que as baterias durassem praticamente o mesmo que as da versão monocromática.

4. Evolução

É interessante acompanhar a evolução do  Game Boy durante os anos seguintes. Enquanto os concorrentes iam morrendo no decorrer dos anos a Nintendo soube melhorar seu videogame, aproveitando os avanços da tecnologia. Com o tempo o Game Boy ficou mais fino e menos pesado, ganhou iluminação de tela e tela colorida. As versões mais novas continuavam aceitando os cartuchos antigos. O Game Boy foi descontinuado em 2007, com a entrada do Nintendo DS no mercado, um sucessor a altura do sucesso de seu antecessor. Na seqüência você a linha do tempo (bem resumida) de toda essa evolução.  

5. Você ainda pode jogar

Existem, basicamente, três maneiras de você jogar um Game Boy hoje em dia:

1- Resgatar o seu Game Boy lá debaixo de seus brinquedos antigos, torcendo para que ele ainda funcione.

2- Entrar em sites, como o Mercado Livre, e comprar um Game Boy usado.

3- Usar um dos vários emuladores que existem por aí.

Eu recomendo a primeira e a segunda opção, já que são as que te darão a real dimensão do que é jogar nesse portátil. Se não for esse o caso, na continuação desse post eu listo um conjunto dos melhores emuladores de Game Boy. Apesar dos emuladores de Game Boy terem atingido um bom nível e a sensação do jogo ser um pouco diminuída, vale a pena para relembrar aqueles fantásticos jogos. Seguem algumas dicas de emuladores:

BGB: Emula com perfeição jogos do Game Boy e Game Boy Color.

GEST: Também emula com perfeição, além de ser mais fácil de configurar o joypad.

KiGB: Além da ótima emulação, o KiGB tem um diferencial. Ele emula, muito próximo da realidade, os tons de cor do Game Boy original(em que o fundo do cristal líquido era meio verde). Os jogos coloridos, também, ficam muito bons. O chato desse emulador é que é preciso configurar o joypad para cada jogo.

VisualBoyAdvance: Este é um dos melhores emuladores de Game Boy. Também é um dos mais completos. Emula o Game Boy clássico, o colorido e o Advance. Fácil de configurar e usar.

6. Fontes

A História do Game Boy: Start Games, ZineAcesso, iPlay, Rodrigo Merino

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Guerra dos Portáteis

1. Campo de Batalha: Década de 1990
Durante a década de 1990, uma outra batalha era travada no mundo dos vídeo-games. Era o front dos vídeo-games portáteis. Diferente da guerra dos consoles de mesa, em que muitas reviravoltas aconteceram, a guerra dos portáteis foi marcada por uma total hegemonia da Nintendo e seu GameBoy. O mais interessante era que o GameBoy era o mais simples dos portáteis lançados na época - processador de 8 bits de 3,59 MHz e tela de LCD monocromática. Mas, apesar do seu hardware inferior a Nintendo tinha algo que os outros não tinham: jogos interessantes e divertidos, uma duração incrível das baterias, que chegavam a aguentar 20 horas ininterruptas e, principalmente, era barato. 

2. A muito tempo atrás
Vídeo-games portáteis não são uma novidade. Várias empresas, a Nintendo entre elas, já produziam vídeo-games portáteis  no final da década de 1970 e inicio da década de 1980, mas, com uma particularidade: esses aparelhos continham um único jogo e não havia muita mobilidade. Se você tem mais de 30 anos vai se lembrar dos relógios que vinham com jogos desse tipo. Os da Nintendo chamavam-se Game & Watch.

Nintendo Game & Watch: Donkey Kong

Em 1979 uma empresa chamada Milton Bradley se aventurou nessa área de portáteis, lançando o primeiro vídeo-game portátil em que os jogos podiam ser trocados inserindo-se um novo cartucho. Esse vídeo-game chamava-se Microvision. O Microvision teve uma carreira bem curta. Ele era pesado, devorava as pilhas e tinha jogos horríveis.
Com a morte do Microvision, o mercado de portáteis ficou resumido aos jogos do tipo Game & Watch. Somente em 1989 ocorreram lançamentos de vídeo-games portáteis dignos de nota, fazendo com que a década de 1990 fosse uma das mais movimentadas nessa área.

O Microvision: Primeiro a permitir a troca de jogos

3. Vídeo-games às mãos
Os três grandes fabricantes de vídeo-games da época lançaram seus vídeo-games portáteis praticamente na mesma época. Em 1989 a Nintendo lançou o GameBoy e a Atari lançou o Lynx e em 1990 foi a vez da Sega lançar o  GameGear.

O Atari Lynx e o Sega Game Gear

Outras empresas, embaladas, principalmente pelo estrondoso sucesso da Nintendo, lançaram seus portáteis durante a década de 1990. A NEC lançou o PC Engine GT/Turbo Express em 1990, a SEGA lançou o NOMAD(que era um portátil do Genesis/Mega Drive) em 1995, uma empresa chamada Tiger Eletronics lançou o Game.com em 1997, a SNK lançou o Neo Pocket em 1998 e, já no fim da década, a Bandai lançou o WonderSwan em 1999.
Mas, nenhum dos vídeo-games portáteis que comentei acima, fizeram um sucesso tão estrondoso quanto o do GameBoy
.

Na primeira imagem você vê o PC Engine GT, seguido do Sega Nomad, o obscuro Game.com da Tiger Eletronics, o Neo Geo Pocket e, por fim, o Bandai WonderSwan – Todos coadjuvantes, em um filme em que o Gameboy era o ator principal.

4. Porque o mais simples levou a melhor?
Bom, o GameBoy só era mais simples na aparência. A Nintendo soube, como poucas, aproveitar a tecnologia disponível em 1989 de maneira mais eficiente. Usou um hardware simples, mas eficiente, como o do NES, um monitor de LCD monocromático - que fazia com o que o GamBoy consumisse muito menos baterias que seus concorrentes mais poderosos e custasse muito menos. A Nintendo, também, tinha uma linha de jogos consolidados no mercado, lançando muitos deles em versões exclusivas para o GameBoy. Os concorrentes, por sua vez, tinham monitores coloridos, que consumiam rapidamente suas baterias. Só para situar você, em 1990, baterias recarregáveis eram um artigo bem mais caro, e raro, que nos dias de hoje. Outro detalhe é que a tecnologia de LCD colorido era muito mais cara em 1990, encarecendo bastante os aparelhos que as utilizavam. E por fim, mas muito mais importante, eram os jogos. A Nintendo fez vários jogos exclusivos, aproveitando as melhores características do GameBoy. A SEGA e a NEC limitaram-se a fazer cópias de seus consoles em formato portátil. As demais lançaram seus portáteis na esperança de ganhar algum dinheiro na esteira do GameBoy, mas não tinham nem jogos interessantes, nem um marketing bom o suficiente para deter a Nintendo. Outro ponto é que enquanto os concorrentes da Nintendo laçavam versões de seus portáteis, mudando somente a carcaça, mas mantendo o conteúdo, a Nintendo foi aperfeiçoando o Gameboy, aproveitando o barateamento de várias tecnologias e, o principal, mantendo a compatibilidade com toda a biblioteca de jogos lançadas anteriormente. O GameBoy teve várias versões: GameBoy Color, GameBoy Advance, GameBoy Micro, entre outras, até ser substituído pelo fantástico Nintendo DS, dando continuidade a essa história de sucesso.

GameBoy Color e GameBoy Advance, duas versões de um vídeo-game que teve dezenas de versões diferentes.

5. A Agora?
Atualmente somente duas empresas dominam o cenário de vídeo-games portáteis: A Nintendo(Nintendo DS) e a Sony(PSP). Interessante ressaltar que a Sony não participou da guerra da primeira geração de portáteis. Hoje tanto o Nintendo DS quanto o PSP, coexistem no mercado. Seus estilos de funcionamento e jogos atingem públicos distintos, enquanto que, no passado, todos tentavam vender o mesmo estilo de jogos ao mesmo tipo de consumidor.

Os demais vídeo-games mencionados nesse artigo? Bom, existem emuladores para quase todos eles. Na seqüência você tem uma lista de alguns emuladores de alguns dos portáteis mencionados neste singelo post, para você tirar suas próprias conclusões.

KiGB – Emulador de GameBoy

VisualBoy Advance – Emula o GameBoy Advance

Handy – Emulador do Atari Lynx

Dega – Emulador de GameGear(que nada mais é que um Master System portátil)

NeoPocott – Emulador de NeoGeo Pocket

OsWan – Emulador do Bandai WonderSwan

O Nomad e o PC Engine GT eram versões portáteis dos consoles de mesa.

domingo, 11 de janeiro de 2009

GameBoy - Gabatte 0.4.1


Este é um emulador para a plataforma GameBoy. Ainda não o testei, mas parece promissor.
Para baixar, clique aqui.