Mostrando postagens com marcador Emuladores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Emuladores. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Será o emulador Yuzu a Hidra de Lerna?

 No post passado eu falei sobre minhas impressões sobre a necessidade dos emuladores e a tênue divisa que há entre eles e a pirataria de software.  Escrevi o texto a partir da ação da Nintendo, sempre incansável em defender seus copyrights, que caiu com toda a sua força sobre o desenvolvedor do emulador Yuzu, acabando com o projeto. Eu entendo as razões que levaram a Nintendo a tal ação, mas questiono a forma como ela o faz. 

Primeiramente, o projeto do emulador, que também incluía um emulador de Nintendo 3DS, o CITRA, morto no mesmo processo, era open source. Ou seja, qualquer um podia pegar o código fonte para estudar e, até mesmo, criar sua própria versão do emulador. Ao meu ver, a Nintendo pensa que agindo de maneira ditatorial e inquisidora sobre esses desenvolvedores, inibirá outros de tentarem algo semelhante. Só que a Nintendo já fez muito disso no passado, sem resultados expressivos, com situações em que simplesmente destruiu projetos de fãs que só desejavam homenagear seus personagens do coração, sem remuneração em troca.

Agora, para a surpresa de zero pessoas, começaram a aparecer outros projetos de emuladores de Switch e 3DS. Tal como a Hidra de Lerna, em que uma ação violenta, onde uma cabeça da Hidra é cortada e outras duas nascem no lugar, o mesmo vem acontecendo no mundo dos emuladores. Das cinzas dos antigos projetos dos emuladores Yuzu e Citra diversos outros surgiram para tomar o espaço deixado por eles. Entre eles cito os emuladores a seguir:

Switch

- Ryujinx (esse já existia juntamente com o Yuzu)

- Sudachi

3DS

- LimeDS

- Lemonade


Então, a questão é: o modus operandi da Nintendo é o melhor? Não teria sido muito mais interessante chamar esses desenvolvedores para entender como eles conseguiram criar tal software e trabalhar em conjunto com os mesmos para criarem ferramentas para a própria Nintendo ou, até mesmo, um emulador oficial? Ou, mesmo, trazer tal conhecimento para dentro da empresa?

A atitude truculenta só vem servindo para os advogados da Nintendo ganharem muito dinheiro a partir de uma visão míope da própria empresa. 

Só acho que os executivos da Nintendo e outras fabricantes de consoles e jogos deveriam olhar para o potencial que esse mercado de emulação e nostalgia tem com um pouco mais de atenção. 

segunda-feira, 11 de março de 2024

Emuladores x Pirataria

O assunto “pirataria de software”, principalmente para os adeptos do uso de emuladores, é recorrente, mas não só para eles. Na semana que escrevo este singelo artigo, ao sexto dia, do mês de março, do ano de 2024 (06/03/2024), a Nintendo conseguiu mais uma vitória contra um desenvolvedor de emulador, jogando seus cães de guerra (departamento jurídico) sobre o coitado. O Yuzu, um emulador de Nintendo Switch, foi obliterado pela poderosa Nintendo, sempre zelosa em proteger suas marcas e propriedades. Não posso tirar, de modo algum, toda a razão da Nintendo, mas será que é necessário atuar de forma tão incisiva nessas questões?  Será que não há um meio termo. Afinal você precisa considerar que o cara construiu um emulador funcional de um console poderoso. Isso implica muito conhecimento que a própria Nintendo poderia aproveitar.

Essa ação toda trouxe à tona, novamente,  a discussão sobre pirataria de software. Esse assunto ainda é um problema de grandes proporções e traz muitos prejuízos a empresas que investem grandes somas de dinheiro para criar jogos eletrônicos ou, mesmo, softwares para todo tipo de uso em nossos computadores e celulares, de modo a facilitar nossa vida. Entretanto, quando o assunto é emuladores o assunto fica nebuloso. Afinal, a emulação tem um fator muito mais nostálgico e envolve software, em sua grande maioria, desenvolvido décadas atrás. A maioria dos interessados em emuladores (e é nesse grupo que me incluo) tem interesse em resgatar jogos e sensações de uma época de sua infância e/ou adolescência. Como ter acesso àquele joguinho obscuro que você passava algumas horas jogando naquele bar grudento ou um fliperama mega barulhento? Dependendo da idade do jogo, eu diria que é quase impossível.

Pois bem, no caso do emulador do Switch, ele conseguia contornar camadas de proteção para permitir que o usuário pudesse jogar. Também permitia que você emulasse uma plataforma em pleno funcionamento, com equipamentos e jogos amplamente disponíveis, mesmo no Brasil. A legislação norte-americana, onde o processo foi aberto, é bem categórica sobre isso, dizendo que burlar os métodos de segurança constitui, sim, pirataria de software. Por fim, o responsável pelo Yuzu, orientado pelo seu advogado, cedeu e fez um acordo com a big N. O outro emulador em que ele trabalhava, o Citra, que emula o portátil 3DS, também entrou no acordo. Ele vai pagar uma grana para a Nintendo a título de compensação, os códigos fontes não podem mais ser divulgados e, provavelmente, devem até ser destruídos (o que acredito que nunca vá acontecer) e os domínios dos site serão repassados para a Nintendo. Alvo marcado e destruído. Nada de emulador de Switch por enquanto (não fale para ninguém, mas tem outro em pleno desenvolvimento). Mas duvido que ele não ressuscite daqui a alguns anos,  depois que a plataforma for descontinuada. Quem viver, verá.

Só que surgem diversos outros dilemas nesse assunto. E aquele joguinho de Atari 2600? E aquele jogo lançado para Philips Odyssey somente no Brasil, no final da sua curta vida e que poucas cópias físicas existem, que você jogou quando era um infante e tem lembranças maravilhosas? Como ter acesso a um jogo como esse sem ir à falência? 

Pois é. É aí que a mágica dos emuladores acontece. A solução ideal é comprar o console e o cartucho do jogo e, pode acreditar, a sensação de jogar na plataforma original nenhum emulador conseguirá equiparar. Entretanto, dependendo da raridade do jogo e do console ou da máquina de arcade, isso pode ser um tanto quanto caro. Convenhamos. Ter um console antigo pronto para jogar em casa é um luxo. É um passatempo caro. Videogames são produtos eletrônicos onde muitos já passam dos 40 anos de existência. Os controles raramente sobrevivem a essa passagem do tempo e, não raro, todo o conjunto precisa de uma boa manutenção que depende de profissionais altamente especializados e que, em geral, também são apaixonados por jogos antigos. Aqui mesmo onde eu moro, uma capital de estado no sul do país, é bem difícil encontrar alguém disposto a mexer em um console velho ou em uma TV de tubo gigantesca. Nem vou entrar na discussão de que você também precisa ter espaço disponível em sua casa para seus consoles old-school, além de uma boa TV de tubo. Ah, sim! Dinheiro, principalmente para os jogos. Jogos esses, aliás, que subiram de preço absurdamente durante e depois da pandemia do coronavírus. Agora, se sua lembrança é com aquele jogaço de fliperama, você vai ter problemas ainda maiores, literalmente. Além da aventura em encontrar a máquina com o gabinete original com tudo dentro (nem vou exigir que esteja funcionando), você vai precisar de muito espaço em casa e uma boa conta bancária.

Ainda é preciso encarar uma realidade da qual muitos retrogamers não querem nem ouvir falar. Mesmo consertado e funcionando, não sabemos quanto tempo os chips de memória em que esses jogos estão gravados ainda durarão. Equipamentos eletrônicos não são eternos e, considerando que muitos desses cartuchos e placas de jogos estão em combate há mais de 40 anos, não podemos esperar que durem outros 40 anos. Guardá-los sem uso também não é uma solução. Esses mesmos componentes eletrônicos se deterioram ainda mais rápido se não forem usados. Ah, e não adianta dar uma ligadinha todo o mês. É preciso ligar e deixá-lo atingir a temperatura ideal de uso. Uma vez por mês por pelo menos um hora é meio que consenso entre colecionadores aficionados. Nem todo mundo tem tempo ou espaço ou paciência para isso. E é esse espaço que os emuladores surgiram para preencher.

Eu sei que existem maneiras legais de se jogar muitos desses jogos antigos como é o caso do Evercade, que é uma plataforma sensacional. Só que o Evercade é caro e um tanto quanto complicado de trazer para o Brasil, limitando o acesso da maioria dos gamers das antigas. Ele tem muita coisa disponível, mas não tudo. A Blaze Entertainment Ltd., empresa por trás do aparelho, só trabalha com jogos licenciados e é aí que reside um dos grandes problemas nesse tipo de iniciativa:  os direitos autorais. A Blaze faz acordo com os donos desses direitos e re-publica os jogos adaptando-os, inclusive, para rodar nas TVs modernas. O problema é que muitos jogos estão literalmente perdidos. Ninguém sabe onde ou com quem os direitos autorais estão. Muitas software houses faliram ou simplesmente fecharam as portas nesse tempo todo. Muitos códigos fonte de jogos foram perdidos e vendidos e trocados e sabe-se lá mais o que. Como resgatar isso? Como recuperar esses jogos?

Durante os anos que se passaram, um grande grupo de entusiastas tem feito o que se chama de DUMP. Pegaram os cartuchos ou memórias ROM dessas placas de jogos e, usando um equipamento especial, copiaram seu conteúdo para arquivos, armazenados em computadores que nós chamamos de ROMs de jogos. Essas ROMs se espalharam primeiramente entre esses entusiastas e com o advento da internet, se espalharam por todos os cantos do mundo. Através de uma busca simples é fácil encontrar os jogos de praticamente qualquer console ou máquina arcade antiga. Mesmo que a Nintendo se enveredasse na tentativa de destruir tudo, jamais conseguiria. E olha que ela já tentou. Pergunte ao pessoal do site EmuParadise.

Porém, copiar esses jogos (essas ROMs), e usar no seu computador é pirataria? Aí é que está. A resposta é: depende.

A lei, pelo menos a norte-americana e europeia, diz que você pode ter cópia do software que você adquiriu legalmente, desde que seja para resguardar o valor que você investiu nesse software. Ou seja, você pode ter um ou mais backups desde que não compartilhe com ninguém. Então, em tese, se eu tenho o cartucho de um jogo de videogame, mesmo recente, e tiver a tal maquininha para extrair os dados da ROM do cartucho, eu posso. A lei entra em um limbo quando você tem o cartucho, mas faz o download da ROM da internet. Eu enxergo como ilegal, mas eu não sou advogado e mesmo os juristas não se entendem sobre isso.

Outro movimento que defende essa cópia digital de jogos é o de preservação deles. Há defensores ferrenhos disso e eu me incluo nisso. É como eu falei anteriormente. Em um determinado momento, nem os consoles, nem os cartuchos e nem os CDs desses jogos funcionarão mais. Quando isso ocorre, o que estava naquele chip de memória fica irremediavelmente perdido. Resgatar os dados de um componente desses é praticamente inviável.  Não esqueçamos que muitos dos códigos fonte de muitos desses jogos se perderam com o passar dos anos, assim como os equipamentos e softwares necessários para compilá-los e transformá-los em um novo cartucho. A solução mais simples encontrada foi fazer cópias dos dados contidos nesses cartuchos enquanto ainda isso ainda é possível. Esse movimento, com certeza, não deixa os proprietários dos copyrights dos jogos nem um pouco felizes, entretanto, aqui, entramos em outro assunto bem controverso.

Vamos descartar jogos mais recentes. Nesse ensaio e para esse quesito, somente jogos de consoles antigos e fora de linha a pelo menos 15 anos podem se valer do que falarei a seguir. Afinal, quando falamos de jogos antigos, estamos falando de softwares em que o dinheiro investido neles já foi todo amortizado. Talvez o jogo ET, para Atari 2600 não seja um caso, mas isso é outro assunto. Entretanto, quanto um jogo de sucesso para, por exemplo do Atari 2600, como River Raid, ainda pode render? Que público ele quer atingir? É lógico que, para a Activision, isso é sua propriedade intelectual, que eles ainda licenciam para lançamentos de versões retro do console Atari ou até mesmo compilações para consoles mais novos, ganhando mais uns trocados (que nem deve ser tão pouco assim).  Só que esses valores não devem chegar nem perto dos valores alcançados no lançamento original desse jogo exemplo, no natal de 1982 e auge da febre Atari. Quem busca um jogo como River Raid atualmente, em sua grande maioria, está procurando matar saudades. Não pense que um garoto de 15 anos em pleno 2024 está realmente interessado na compra de um jogo desses, com o objetivo de fazer o maior placar possível. Ele pode jogar e se divertir por um breve momento de curiosidade, mas um jogo antigo como esse do exemplo que dei, nunca terá o mesmo apelo que tem para um marmanjo que teve a oportunidade de botar suas mãos no cartucho na longínqua década de 1980. Então, até entendo que essas empresas achem que podem ganhar ainda mais grana com um jogo de 40 anos, mas eles estão errados. Todos deveriam olhar para isso como algo a ser resguardado e cuidado, não como um produto do qual ainda se pode espremer mais algum lucro. Não estou falando de usar a marca e criar um novo jogo.

E por último, mas não menos importante é o tempo. Sim, o tempo. A janela dos nostálgicos dispostos a pagar para jogar essas velharias está se fechando. Uma criança que tinha 10 anos de idade em 1984, o auge do Atari no Brasil, por exemplo, tem 50 anos em 2024. Uma criança que conheceu videogames a partir do Playstation já está na casa dos 40 anos em 2024. As empresas desejosas de espremer mais algumas moedas de seus antigos jogos ainda tem mais uns 20 ou trinta anos para fazê-lo. Por isso iniciativas como museus de videogames ou de armazenagem desses arquivos de jogos antigos são muito importantes. Em alguns anos, a maioria desses jogos antigos será mera curiosidade e, se não os preservamos ou chegarmos a um acordo, serão meras imagens estáticas em sites e livros. Claro que nenhum gamer apaixonado quer que isso ocorra. A pirataria é, sim, um mal a ser combatido nesse mercado, entretanto está na hora de todos olharem para a mesma direção e focar no que é realmente pirataria e o que precisa ser devidamente preservado. Não esqueça que o super atual e tecnológico jogo de hoje, também será peça de museu em 20 ou 30 anos.

terça-feira, 24 de julho de 2012

40 anos da Atari

Já faz 40 anos desde que a Atari mudou para sempre o mundo dos jogos eletrônicos. O lançamento do Atari 2600 trouxe para dentro das nossas casas uma diversão só existente nas antigas casas de jogos – conhecidas como fliperamas no Brasil. Hoje os gráficos podem parecer primitivos, mas a idéia básica ainda sobrevive. Por mais sofisticado que os gráficos e o som de um jogo atual possa ser, você ainda continua tendo a possibilidade de escolher e trocar os jogos no momento que bem entender, não é? Pois é. E só depois de 40 anos é começam a aparecer iniciativas que mudam nossa maneira de interagir com o jogos, como o Wii e o kinect do XBOX 360.

Ainda hoje a marca Atari existe, mas não é nem sombra do que já foi no passado, quando dominava o mundo dos videogames caseiros. Infelizmente a empresa não teve competência para se reinventar, o que é fatal no mundo de tecnologia! Entretanto, o legado ficou.

Bom segue um vídeo para você relembrar dessa época. Agora, se você nunca teve a oportunidade de jogar em um Atari de verdade, pode baixar um emulador ou acessar o site www.atari2600.com.br. A sensação não é a mesma, mas você vai entender que o mais importante para um jogo não é a qualidade gráfica ou sonora dele, mas, sim, a diversão que ele pode proporcionar! Pessoalmente, eu recomendo River Raid, Endura, Hero e Megamania. Diversão garantida!

40 anos de diversão!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Jogue Atari no Kindle Fire

O mercado da nostalgia vai de vento em popa!

Interessante notar que somente agora as grandes companias de jogos estão descobrindo o potencial de relançar seus antigos jogos. Quem acompanha o mundo dos emuladores a alguns anos, já sabe que há uma procura imensa por esses jogos, mas tudo de maneira não oficial. Agora a Atari resolveu entrar de vez no jogo e lançou para o Kindle Fire uma versão do seu Atari's Greatest Hits. Esse aplicativo já é um sucesso no iPad e no Android, com  mais de 3,5 milhões de downloads na iTunes Store.

FONTE Atari

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Resgatando seus antigos jogos de PC

   Estava eu, pesquisando na internet, quando me deparei com um site muito interessante. O site chama-se Sarcófago. Nome mais do que apropriado, visto a idade dos jogos que estão lá. Sarcófago é um site especializado em jogos antigos. Mas, antigos mesmo! Jogos como o primeiro Test Drive entre muitos outros. Jogos que, simplesmente, não funcionam no meu Windows 7! O que fazer, então? Sair correndo e tentar achar algum Pentium 133 MMX, ou um 286 em alguma loja de usados seria uma opção…Complicada, mas, ainda assim, uma solução.

   Para a nossa sorte, alguns programadores saudosistas e com o mesmo problema tem uma solução. Chama-se DOSBox.

DOS for Windows

   Basicamente é isso que o software DOSBox é: um DOS para Windows!  O DOSBox emula o sistema operacional DOS, com uma configuração preparada para jogos. Ele emula CPUs 286 e 386, sistema de arquivos, placas de vídeo como Tandy, Hercules, CGA, EGA, VGA e VESA, além das placas de som mais utilizadas, como a SoundBlaster e Gravis Ultra Sound.

   Uma das coisas mais interessantes do DOSBox é que ele é desenvolvido com a SDL-Library, o que o torna facilmente portável para qualquer plataforma. Além de Windows, a versões para Linux, BwOS, MacOS X, entre outros.

    O único problema é que o DOSBox funciona por linha de comando, o que dificulta um pouco seu uso. Por isso, foram desenvolvidos diversos frontends para ele.

Facilitando o uso do DOSBox

   Para facilitar o uso do DOSBox, existem vários frontends. Um frontend é um software que é desenvolvido para trabalhar em conjunto com outro software, normalmente visando facilitar seu uso. No caso do DOSBox, esses aplicativos permitem que você configure a maneira como cada um dos seus jogos antigos funciona e ele se responsabiliza por fazer a chamada do DOSBox e do jogo de acordo com o que foi configurado. Assim você não vai precisar se lembrar de uma centena de parâmetros e nem digitar uma linha de comando quilométrica toda a vez que for jogar.

   Atualmente existem diversos frontends para DOSBox. No site oficial existem diversos links. Clique AQUI para ver.

Chega de Conversa. Como fazer o DOSBox Funcionar?

Primeiro é necessário baixar o DOSBox. Você encontra o DOSBox e muitas outras informações no site oficial do DOSBox. Baixe a versão mais recente e aproveito para baixar um frontend: eu recomendo o DOSShell.

Agora, instale o DOSBox! É só ir clicando nos NEXTs e deixar o instalador fazer o trabalho.

Muito bem. Agora vamos instalar o frontend! Se você escolheu o DOSShell, é só ir clicando nos NEXTs.

Feito a instalação do DOSShell ele deverá aparecer como na imagem que segue:

A primeira coisa a fazer é acessar o menu Edit e clicar na opção Settings. A seguinte tela aparecerá:

Agora, efetua as alterações para que a tela Settings fique da seguinte maneira:

Muito bem! Agora vamos para a parte interessante. Vamos configurar um jogo! Note que há um sinal de + na janela principal do DOSShell. Clique nele e uma janela de configuração aparecerá:

Vou configurar o jogo Detroit. As configurações ficarão assim:

Após clicar no botão OK, a tela principal do DOSShell ficará da seguinte maneira:

Clique duas vezes no ícone, Detroit nesse caso, e o jogo será iniciado:

Aí é só se divertir e matar as saudades.

Para saber quais jogos são suportados pelo DOSBox, acesse a lista de compatibilidade disponível no site.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Jogos On-Line

Quer relembrar os antigos jogos do Atari 2600, NES, GameBoy ou Master System, mas não quer ficar horas baixando um emulador, depois configura-lo e mais um tempão procurando e baixando as ROMs? O site iPlay é uma ótima alternativa. Clique na imagem e divirta-se:

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Guerra dos Portáteis

1. Campo de Batalha: Década de 1990
Durante a década de 1990, uma outra batalha era travada no mundo dos vídeo-games. Era o front dos vídeo-games portáteis. Diferente da guerra dos consoles de mesa, em que muitas reviravoltas aconteceram, a guerra dos portáteis foi marcada por uma total hegemonia da Nintendo e seu GameBoy. O mais interessante era que o GameBoy era o mais simples dos portáteis lançados na época - processador de 8 bits de 3,59 MHz e tela de LCD monocromática. Mas, apesar do seu hardware inferior a Nintendo tinha algo que os outros não tinham: jogos interessantes e divertidos, uma duração incrível das baterias, que chegavam a aguentar 20 horas ininterruptas e, principalmente, era barato. 

2. A muito tempo atrás
Vídeo-games portáteis não são uma novidade. Várias empresas, a Nintendo entre elas, já produziam vídeo-games portáteis  no final da década de 1970 e inicio da década de 1980, mas, com uma particularidade: esses aparelhos continham um único jogo e não havia muita mobilidade. Se você tem mais de 30 anos vai se lembrar dos relógios que vinham com jogos desse tipo. Os da Nintendo chamavam-se Game & Watch.

Nintendo Game & Watch: Donkey Kong

Em 1979 uma empresa chamada Milton Bradley se aventurou nessa área de portáteis, lançando o primeiro vídeo-game portátil em que os jogos podiam ser trocados inserindo-se um novo cartucho. Esse vídeo-game chamava-se Microvision. O Microvision teve uma carreira bem curta. Ele era pesado, devorava as pilhas e tinha jogos horríveis.
Com a morte do Microvision, o mercado de portáteis ficou resumido aos jogos do tipo Game & Watch. Somente em 1989 ocorreram lançamentos de vídeo-games portáteis dignos de nota, fazendo com que a década de 1990 fosse uma das mais movimentadas nessa área.

O Microvision: Primeiro a permitir a troca de jogos

3. Vídeo-games às mãos
Os três grandes fabricantes de vídeo-games da época lançaram seus vídeo-games portáteis praticamente na mesma época. Em 1989 a Nintendo lançou o GameBoy e a Atari lançou o Lynx e em 1990 foi a vez da Sega lançar o  GameGear.

O Atari Lynx e o Sega Game Gear

Outras empresas, embaladas, principalmente pelo estrondoso sucesso da Nintendo, lançaram seus portáteis durante a década de 1990. A NEC lançou o PC Engine GT/Turbo Express em 1990, a SEGA lançou o NOMAD(que era um portátil do Genesis/Mega Drive) em 1995, uma empresa chamada Tiger Eletronics lançou o Game.com em 1997, a SNK lançou o Neo Pocket em 1998 e, já no fim da década, a Bandai lançou o WonderSwan em 1999.
Mas, nenhum dos vídeo-games portáteis que comentei acima, fizeram um sucesso tão estrondoso quanto o do GameBoy
.

Na primeira imagem você vê o PC Engine GT, seguido do Sega Nomad, o obscuro Game.com da Tiger Eletronics, o Neo Geo Pocket e, por fim, o Bandai WonderSwan – Todos coadjuvantes, em um filme em que o Gameboy era o ator principal.

4. Porque o mais simples levou a melhor?
Bom, o GameBoy só era mais simples na aparência. A Nintendo soube, como poucas, aproveitar a tecnologia disponível em 1989 de maneira mais eficiente. Usou um hardware simples, mas eficiente, como o do NES, um monitor de LCD monocromático - que fazia com o que o GamBoy consumisse muito menos baterias que seus concorrentes mais poderosos e custasse muito menos. A Nintendo, também, tinha uma linha de jogos consolidados no mercado, lançando muitos deles em versões exclusivas para o GameBoy. Os concorrentes, por sua vez, tinham monitores coloridos, que consumiam rapidamente suas baterias. Só para situar você, em 1990, baterias recarregáveis eram um artigo bem mais caro, e raro, que nos dias de hoje. Outro detalhe é que a tecnologia de LCD colorido era muito mais cara em 1990, encarecendo bastante os aparelhos que as utilizavam. E por fim, mas muito mais importante, eram os jogos. A Nintendo fez vários jogos exclusivos, aproveitando as melhores características do GameBoy. A SEGA e a NEC limitaram-se a fazer cópias de seus consoles em formato portátil. As demais lançaram seus portáteis na esperança de ganhar algum dinheiro na esteira do GameBoy, mas não tinham nem jogos interessantes, nem um marketing bom o suficiente para deter a Nintendo. Outro ponto é que enquanto os concorrentes da Nintendo laçavam versões de seus portáteis, mudando somente a carcaça, mas mantendo o conteúdo, a Nintendo foi aperfeiçoando o Gameboy, aproveitando o barateamento de várias tecnologias e, o principal, mantendo a compatibilidade com toda a biblioteca de jogos lançadas anteriormente. O GameBoy teve várias versões: GameBoy Color, GameBoy Advance, GameBoy Micro, entre outras, até ser substituído pelo fantástico Nintendo DS, dando continuidade a essa história de sucesso.

GameBoy Color e GameBoy Advance, duas versões de um vídeo-game que teve dezenas de versões diferentes.

5. A Agora?
Atualmente somente duas empresas dominam o cenário de vídeo-games portáteis: A Nintendo(Nintendo DS) e a Sony(PSP). Interessante ressaltar que a Sony não participou da guerra da primeira geração de portáteis. Hoje tanto o Nintendo DS quanto o PSP, coexistem no mercado. Seus estilos de funcionamento e jogos atingem públicos distintos, enquanto que, no passado, todos tentavam vender o mesmo estilo de jogos ao mesmo tipo de consumidor.

Os demais vídeo-games mencionados nesse artigo? Bom, existem emuladores para quase todos eles. Na seqüência você tem uma lista de alguns emuladores de alguns dos portáteis mencionados neste singelo post, para você tirar suas próprias conclusões.

KiGB – Emulador de GameBoy

VisualBoy Advance – Emula o GameBoy Advance

Handy – Emulador do Atari Lynx

Dega – Emulador de GameGear(que nada mais é que um Master System portátil)

NeoPocott – Emulador de NeoGeo Pocket

OsWan – Emulador do Bandai WonderSwan

O Nomad e o PC Engine GT eram versões portáteis dos consoles de mesa.

domingo, 21 de junho de 2009

Enquete

Caro visitante. Coloquei uma enquete para saber um pouco mais sobre o público que procura por emuladores. Não deixe de votar!